A conta já chegou a 17. Para quem é da Massa, a lembrança vem rápida: foi o Atlético‑MG que abriu a dança das cadeiras em fevereiro, com a queda de Jorge Sampaoli. Desde então, a Série A virou uma vitrine de decisões impacientes e de planejamento curto — e mais um nome acaba de cair.
Léo Condé deixou o comando do Remo um dia depois da derrota por 2 a 1 para o Bahia, na Fonte Nova, pela 27ª rodada. Foram 31 jogos no total, com oito vitórias, oito empates e 15 derrotas — aproveitamento de 34,4%. A demissão ocorre após a quarta derrota seguida do Leão no Brasileiro; o time está em 19º lugar, sem vitória nos últimos sete jogos da competição e com um jejum de nove partidas considerando eliminações na Copa do Brasil. Na temporada, o clube ainda teve o vice‑campeonato estadual e uma saída precoce na Copa Verde.
O episódio do Remo soma‑se a uma sequência de cortes que atinge clubes de diferentes tamanhos e orçamentos. A rotatividade — com o Atlético‑MG lembrado como ponto de partida — revela custo político e esportivo: perda de coerência tática, pressão sobre elencos e aumento do risco financeiro para times que trocam treinadores sem prazo para recuperação. Para o torcedor, sobra a sensação de improviso em vez de projeto.
Aqui no Galo a história daquele corte cedo já deu o que tinha que dar, mas a lição vale para todo mundo: resultados momentâneos não podem decidir todo planejamento. A Massa quer respostas em campo e também no escritório; estabilidade e critérios claros são o caminho se os clubes quiserem reduzir as demissões e recuperar desempenho.