A notícia não é boa para a Massa: o Atlético-MG foi incluído pela Anresf entre os clubes que correm risco de punição por dívidas em atraso. O Galo aparece tanto na lista dos times com débitos até 2025 quanto entre os oito clubes que receberam prazo de 45 dias para quitar ou repactuar dívidas contraídas nesta temporada — situação que pode resultar em transfer ban caso não haja solução.

O regulamento de Fair Play Financeiro passou a valer em janeiro e estabeleceu 30 de novembro como data-limite para regularização das dívidas contraídas antes de 2026; contratos assinados nesta temporada já podem gerar sanções imediatas. Em julho, as agremiações tiveram de declarar todos os pagamentos em atraso; a Anresf divulgou decisões que incluem clubes da Série A e B e adiou julgamentos em alguns casos mediante apresentação de comprovantes.

Na prática, um transfer ban impediria registros de novos atletas e pode travar qualquer plano de reforço, o que coloca pressão direta sobre a diretoria para encontrar soluções financeiras rápidas — seja pagando, seja negociando prazos com credores. Para um clube que precisa equilibrar resultados dentro de campo e responsabilidade fiscal fora dele, a penalidade vira problema esportivo e administrativo ao mesmo tempo.

O próximo mês será decisivo. Se o Galo regularizar os débitos ou apresentar acordos aceitos pela agência, evitará as sanções; caso contrário, a janela de transferências e o planejamento do elenco ficam ameaçados. Resta à direção clareza sobre as medidas a tomar e rapidez para evitar que a situação vire um problema maior para 2026.