O setor ofensivo do Atlético-MG atravessa momento de instabilidade e baixa efetividade. Levantamento do Gato Mestre apontou que, dos 14 gols do clube no Brasileirão, apenas cinco foram marcados por atacantes — pouco mais de 35% do total. Em campo, essa ineficiência tem sido traduzida por partidas com muitas finalizações e pouca conversão.
Nos três jogos mais recentes pelo campeonato, a fragilidade ficou ainda mais evidente. Contra o Flamengo, o time teve produção ofensiva mínima e contabilizou apenas quatro finalizações no gol em derrota por 4 a 0. Em outros dois confrontos, mesmo com volume de chutes — 24 contra o Coritiba e 10 diante do Santos — o Galo não conseguiu balançar a rede e saiu derrotado em ambos os jogos.
A configuração titular não se firmou. O técnico Eduardo Domínguez tem revezado peças no ataque: Cassierra ganhou espaço após marcar duas vezes nas últimas quatro partidas; Cuello tem sido opção recorrente; Dudu aparece mais como alternativa para a fase final dos jogos. Reinier é listado como meio-campista nas estatísticas e aparece como opção ofensiva por dentro, enquanto Hulk, que já está de saída do clube, atravessa seca longa de 14 jogos sem marcar.
A contribuição de quem não é atacante tem sido importante: Victor Hugo e Gustavo Scarpa marcaram os últimos gols do time no Brasileirão, e zagueiros e meias também aparecem no saldo de tentos. Além disso, um gol contra — de Khellven, na estreia diante do Palmeiras — integra a conta. A sucessão de autores e a baixa produção dos homens de referência levantam dúvidas sobre definição tática e efetividade do setor.
O quadro cria pressão por soluções imediatas: falta clareza sobre o ataque titular, necessidade de calibrar a finalização e custo político para a comissão técnica caso a sequência negativa persista. Para o torcedor, a sensação é de equipe com talento, mas sem contundência na frente — um problema que, no ritmo do Brasileiro, cobra resposta rápida.