O Athletic, time comandado por Alex de Souza, aparece entre os líderes de expulsões nas duas divisões do Brasileirão: são nove cartões vermelhos na Série B em 25 jogos — mesmo total da Ponte Preta — e dez no conjunto das últimas 30 partidas com o técnico, já que um atleta foi expulso na Copa do Brasil. A vermelhidão mais recente, de João Miguel, coincidiu com a virada do Náutico, que virou o jogo após a equipe ficar com um a menos.

A recorrência do problema não é acidente. Jogadores como Lucas Belezi (2), Ian Luccas (2), Diogo Batista, Jhonatan Silva, Jota, João Miguel e Dixon Vera já foram expulsos com frequência suficiente para transformar a disciplina em tema tático do time. Em 30 jogos sob Alex, o time terminou diversas partidas em desvantagem numérica — em ao menos um caso ficou com dois a menos, contra o Novorizontino — o que força alterações imediatas e compromete a consistência coletiva.

A estatística ganha relevo também pela comparação: a Ponte Preta, virtualmente rebaixada, tem os mesmos nove vermelhos e apenas 10 pontos em 25 rodadas; o Coritiba soma sete; o Flamengo, cinco; e o Juventude é o único sem expulsões. Mais do que um número, os cartões transformam-se em custo direto nos resultados e na tabela — efeito que pesa mais quando a equipe ocupa posições intermediárias, como o 13º lugar do Athletic com 34 pontos.

Alex admite a necessidade de análise "caso a caso" e atribui parte do problema à juventude do elenco. A resposta, porém, passa por além da explicação: exige ajuste de controle emocional, orientação disciplinar e, possivelmente, maior experiência em campo. Sem isso, o clube segue pagando preço alto por erros evitáveis, com prejuízo imediato em pontos e desgaste na busca por estabilidade na Série B.