O Atlético voltou aos treinamentos na Cidade do Galo há cerca de uma semana e definiu que não disputará amistosos durante a pausa do calendário provocada pela Copa do Mundo. A diretoria recebeu convites, mas preferiu concentrar trabalho técnico e físico no CT. A princípio o clube fará dois jogos-treino contra equipes de menor expressão, ambos fechados ao público e sem transmissão, e ainda sem definição dos adversários.
A decisão ocorre a menos de 20 dias do retorno oficial: o primeiro compromisso é em 21 de julho, às 19h30, diante do Bahia, na Arena MRV, pela última rodada do primeiro turno do Brasileiro — o Galo ocupa a nona colocação, com 24 pontos. Na sequência virá a fase de oitavas da Copa do Brasil, contra o Juventude (1º de agosto em BH e 4 de agosto em Caxias do Sul). Na Sul-Americana, o adversário só será conhecido após o playoff entre Sporting Cristal e Red Bull Bragantino.
A opção por treinos fechados tem pontos a favor: maior controle de cargas, foco em ajustes táticos e menos riscos logísticos e de lesão em viagens. Por outro lado, a ausência de amistosos públicos e transmitidos reduz a chance de testar alternativas em condições de jogo e limita a exposição comercial do clube. Em um calendário tão comprimido, a falta de partidas competitivas oficiais pode pesar na preparação física e no entrosamento sob pressão.
No plano político-interno e junto à torcida, a escolha aumenta a cobrança sobre comissão técnica e diretoria: a medida é defensável do ponto de vista preparatório, mas só será validada por resultados imediatos naquelas três frentes. O Galo parte para uma maratona que exige ritmo de jogo; os próximos compromissos serão o termômetro para saber se a estratégia de reservar jogos-treino fechados foi suficiente.