O Atlético confirmou a superioridade que havia desenhado ao longo do confronto e eliminou o arquirrival Cruzeiro na Arena MRV: 2 a 1 e vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Em noite de forte pressão da torcida, o Galo fez por merecer o avanço, reagiu após sofrer o gol de pênalti e teve em Fred o protagonista da virada. O volante, muito criticado desde o retorno, participou diretamente das duas bolas que decidiram a vaga e reaparece como referência ofensiva da equipe.
No primeiro tempo, o Atlético impôs ritmo e volume ofensivo, criando oportunidades especialmente pelas laterais e nas jogadas aéreas. Cuello deu profundidade ao lado direito e o time levou vantagem com cruzamentos para a área; mesmo assim, faltou pontaria para transformar a superioridade em gol. O Cruzeiro aproveitou um erro individual: Vitão cometeu pênalti ao empurrar Kaio Jorge, e a cobrança abriu o placar. A falha defensiva, porém, não apagou a produção atleticana antes do intervalo.
Na segunda etapa, com Villalba expulso aos 15 minutos, o cenário mudou definitivamente. O Atlético acelerou e achou o empate em jogada construída após pressão intensa — Fred foi o articulador do lance que deixou Victor Hugo livre para concluir. Pouco depois, o Galo encontrou o gol da virada e selou a classificação. A partida evidenciou a capacidade de recuperação do time e a importância de peças experientes no momento decisivo.
A vitória dá fôlego ao time e ao comando técnico: além da vaga, sobra a confirmação de que o Atlético pode transformar volume em resultado quando melhora a efetividade. Resta, porém, atenção à instabilidade nas saídas e às falhas pontuais na defesa, que quase custaram caro. Para a torcida, a noite serviu para resgatar confiança; para o clube, é sinal de que o elenco tem recursos para avançar, mas ainda precisa ajustar brechas que coçam a paciência nas eliminatórias.