O Atlético volta ao Brasileiro na quinta-feira (2), às 19h, para enfrentar a Chapecoense na Arena Condá pela 9ª rodada. O confronto reúne duas equipes que preocupam por setores opostos: o Galo com eficiência ofensiva reduzida e a Chape com uma defesa que tem cedido muitos gols.
Nos oito jogos disputados, o Atlético marcou apenas oito vezes — colocação que o deixa entre os piores ataques da competição, atrás apenas de Internacional e Corinthians (sete) e do Red Bull Bragantino (seis). A situação aponta déficit de objetividade e finalização, um problema que pesa diretamente na capacidade do time de traduzir posse e iniciativa em pontos.
O Atlético precisa transformar posse e criação em gols para não perder pontos diante de um adversário vulnerável.
Do outro lado, a Chapecoense sofreu 11 gols em sete partidas, média de 1,57 por jogo, resultado que a coloca entre as piores defesas do torneio — só o Cruzeiro, Remo, Vasco e Santos apresentam números piores ou semelhantes em média. A equipe catarinense ainda tem um jogo a menos porque a partida contra o Bahia foi adiada; como mandante, a Chape venceu uma vez e somou empates que mostram inconsistência na Arena Condá.
O time de Gilmar Dal Pozzo não conseguiu fechar a casca defensiva: só num jogo não sofreu gols, no empate sem gols com o Corinthians. O goleiro Léo Vieira tem sido titular, e a equipe terá a baixa do lateral-direito Everton, expulso nos acréscimos contra o Internacional — um desfalque pontual que pode complicar a recomposição pelo flanco.
No papel, o duelo oferece ao Atlético a oportunidade de recuperar moral ofensiva diante de uma defesa permeável. Na prática, porém, será um teste de eficácia: converter chances evita desgaste de tabela e pressiona por respostas táticas. Para o Galo, triunfo seria alívio; nova atuação pouco produtiva amplia cobrança e aumenta a necessidade de ajustes rápidos.
A Chapecoense tem fragilidades defensivas, mas sua atuação em casa ainda não transmite confiança plena.