O Atlético-MG recebeu recursos com a transferência do meia Bruninho, cria do clube, do Karpaty Lviv para o Maccabi Haifa, de Israel. Além da receita imediata gerada pela negociação, o Galo mantém 10% dos direitos econômicos do jogador, apostando em retorno financeiro em futuras transferências.

A imprensa internacional reportou que o Maccabi pagou 1,7 milhão de euros (cerca de R$ 10,1 milhões na cotação atual), mas o Atlético não confirmou valores e tratou os termos como sigilosos. Parte do repasse ao clube formador decorre do mecanismo de solidariedade da Fifa, que assegura até 5% do valor de transferências internacionais a quem revelou o atleta.

Revelado pelo Atlético em 2013 e integrado ao time principal em 2018, Bruninho tem 49 partidas e sete gols pelo Galo, além do título do Campeonato Mineiro de 2020. Pelo Karpaty Lviv disputou 51 jogos, marcou 16 gols e deu cinco assistências; o clube ucraniano havia exercido o direito de compra em junho do ano passado por 800 mil euros. O meio-campista também passou por empréstimos em clubes como Sport, Confiança, Juventude, CRB, Guarani, Ceará e Boavista (POR).

Do ponto de vista do Atlético, a operação confirma duas tendências: a importância da formação como fonte de receita e a estratégia de preservar porcentagens econômicas de revelações. Em valores absolutos, trata‑se de uma negociação modesta frente ao mercado europeu, mas relevante como receita pontual e como prova de conceito da política de vendas do clube.