O Atlético-MG fechou a janela de meio de temporada com quatro reforços e cinco saídas, numa sinalização clara de que a diretoria optou por mexidas pontuais em vez de investimentos robustos. Das chegadas, apenas Fred envolveu desembolso: o clube pagou 2 milhões de euros ao Fenerbahçe e acertou mais 500 mil euros vinculados a metas. O camisa 9 assinou até 2029 e é o principal elemento dessa janela.

A lista de aquisições incluiu também o zagueiro Léo Duarte, que vem de lesão muscular e ainda não estreou; o centroavante Thiago Borbas, emprestado com opção de compra e com quatro jogos e um gol pelo clube; e o volante Kevin Castaño, contratado por empréstimo do River Plate com opção de compra ao fim do vínculo. Léo assinou contrato até 2030, reforçando a aposta em peças de prazo mais longo.

Nas saídas, o clube rescindiu com Hulk, que assinou com o Fluminense, e perdeu Junior Alonso após o não-renovação do contrato — o paraguaio rumou ao Atlanta United. Outros três atletas foram emprestados: Iseppe foi cedido ao Nacional da Madeira com opção de compra por 50% dos direitos; Iván Román foi emprestado ao Colo-Colo por um ano; e Patrick se transferiu ao Bragantino até o fim do Campeonato Paulista de 2027.

O CEO Pedro Daniel repetiu o discurso de confiança no elenco e no trabalho do técnico Eduardo Domínguez, destacando que o objetivo é voltar à Libertadores em 2027. A estratégia de ajustes pontuais reduz exposição financeira, mas deixa em aberto a capacidade do grupo para suprir desgastes por lesões ou oscilações. Com o clube ainda vivo na Copa do Brasil e na Sul-Americana, a janela mostra uma diretoria cautelosa — pragmática na gestão, com resultados que dependem agora de entrosamento e sequência.