O Atlético encerrou a primeira metade da temporada com 37 partidas e 34 jogadores utilizados nas quatro competições disputadas até a pausa para a Copa do Mundo. A equipe começou o ano sob comando de Jorge Sampaoli e, posteriormente, passou à direção de Eduardo Domínguez, que encontrou um elenco bastante rodado ao assumir.
A distribuição por torneios confirma a estratégia de testes e rodízio. No Campeonato Mineiro foram utilizados 32 atletas, reflexo da opção por aproveitar categorias de base e reservas nas primeiras rodadas. Na Copa Sul-Americana entraram em campo 28 nomes; no Brasileiro, a participação foi mais concentrada, com 26 jogadores; e na Copa do Brasil, em função de apenas duas partidas, o número caiu para 24.
No ranking de aproveitamento há regularidade defensiva: o goleiro Everson participou de 36 das 37 partidas, sendo o único praticamente constante. Entre os jogadores de linha, Renan Lodi, Cuello e Alan Franco terminaram o semestre com 31 jogos cada. Ao todo, o clube chegou a montar mais de três formações distintas ao longo dos meses.
O saldo do rodízio é misto: por um lado ampliou alternativas e testou jovens; por outro, dificultou a construção de consistência e entrosamento. Com a volta do calendário após a Copa, a missão de Domínguez será transformar essa rotatividade em regularidade — e provar que as opções usadas até aqui podem virar base sólida para a segunda metade da temporada.