O Atlético-MG atingiu o teto de nove jogadores estrangeiros no elenco com a contratação do centroavante Thiago Borbas. De 24 anos, o uruguaio pertence ao Bragantino, chegou a Belo Horizonte no último sábado e foi emprestado ao Galo com opção de compra após passagem pelo Real Oviedo, da Espanha.

Pela regra da CBF para a Série A, cada clube pode relacionar no máximo nove atletas estrangeiros por partida. Na prática, isso significa que qualquer novo gringo contratado obrigaria o time a deixar pelo menos um desses jogadores fora do banco em jogos do Brasileiro — uma limitação concreta na montagem de escalações e no planejamento de competições paralelas.

Atualmente o clube tem três equatorianos — o volante Alan Franco, o lateral-direito Preciado e o atacante Alan Minda — e dois argentinos, Tomás Pérez (volante) e Tomás Cuello (atacante). Os demais estrangeiros são Iván Román (Chile), Mateo Cassierra (Colômbia), Mamady Cissé (Guiné) e agora Borbas, único uruguaio no grupo.

A composição do elenco traz consequências práticas: Tomás Cuello é o estrangeiro mais usado em 2026, com 32 jogos, seguido por Alan Franco, com 31 aparições no ano; Iván Román é o menos acionado, com nove partidas. O limite da CBF reduz a margem de manobra do técnico em jogos decisivos e também incide sobre a estratégia do clube em janelas de transferências, num momento em que o Galo se prepara para duelos como o projetado contra o Juventude pela Copa do Brasil.