O Atlético-MG decidiu avançar na execução da opção de compra de Ruan Tressoldi. Com o contrato de empréstimo válido até o fim de junho e pouco mais de três meses pela frente, a diretoria entende que o zagueiro já tem provas de adaptação e desempenho suficientes para justificar a aquisição em definitivo.

O negócio prevê um pagamento fixado em cerca de 3,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 20 milhões), valor que, segundo o clube, será parcelado em até três anos. A ideia do executivo de futebol Paulo Bracks é garantir continuidade ao elenco defensivo e evitar nova busca no mercado, aproveitando o jogador já ambientado à rotina do time.

O clube avalia que Ruan já se provou e está adaptado ao elenco.

A chegada de Ruan ao Galo foi cercada de questionamentos: vinha de recuperação de artroscopia no joelho direito e levou quase dois meses até estrear. Substituiu Lyanco após lesão e, gradualmente, conquistou a confiança do treinador, tornando-se titular e acumulando participação em quase a totalidade dos jogos do time principal na temporada.

Do ponto de vista técnico, o zagueiro tem mostrado firmeza nas disputas individuais e versatilidade para atuar em diferentes esquemas, o que ajudou a mudar a percepção inicial de parte da torcida. Politicamente, para a diretoria, a compra reduz riscos de instabilidade defensiva e limita custos com novas negociações no curtíssimo prazo.

A decisão, porém, tem custo: trata-se de uma despesa relevante para os parâmetros do mercado nacional, que será diluída ao longo dos anos. Resta ao clube transformar a aposta em retorno esportivo consistente, evitando que o investimento vire mais um item a ser justificado perante a torcida e a gestão financeira do clube.

A compra privilegia adaptação e versatilidade, mesmo com custo financeiro a curto prazo.