O Atlético-MG entra em campo nesta quarta-feira (19h) em Bragança Paulista para a ida das oitavas da Copa Sul-Americana com a invencibilidade pós-Copa em risco. Depois da paralisação, o clube completou cinco jogos oficiais, somando duas vitórias e três empates — aproveitamento de 60% — e chega ao mata-mata precisando transformar frequência em força decisiva.
No plano de bastidores, o time reforçou o meio com o acerto do empréstimo de Kevin Castaño, vindo do River Plate, movimento que busca dar mais dinâmica à equipe. Em campo, porém, o técnico Eduardo Domínguez encara uma situação tática: a escalação já teve de ser desenhada sem um atacante de referência, alternativa que expõe a necessidade de soluções ofensivas imediatas para partidas de eliminação.
A tabela doméstica também pressiona: o Atlético aparece na 11ª posição do Brasileirão, com 29 pontos e um jogo a menos, enquanto ainda disputa a Copa do Brasil. A sucessão de confrontos com adversários diretos — Grêmio, Internacional e Vitória — e o clássico contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil tornam obrigatório um resultado prático em Bragança Paulista, onde qualquer tropeço pode custar fôlego e ascendente no semestre.
Do outro lado, o RB Bragantino chega motivado em jogo único que promete ser tenso e estratégico. Para o Atlético, a missão é clara: não apenas manter a invencibilidade no pós-Copa, mas converter posse e organização em gols e resultados que aliviem pressão, preservem a ambição nas competições e evitem desgaste com a torcida e no vestiário.