O Atlético-MG oficializou a contratação do volante colombiano Kevin Castaño, em acordo de empréstimo com opção de compra ao fim do contrato. Reserva na Copa do Mundo, Castaño tem experiência internacional e chega com a missão clara de ser o único primeiro volante de origem no elenco atleticano — função que a comissão técnica vinha suprindo com Alan Franco e Thomás Perez.
Revelado pelo Águilas Doradas, o meio-campista estreou em 2020 e acumulou 80 jogos, dois gols e quatro assistências. Passou por Cruz Azul (15 jogos) e foi vendido ao Krasnodar por US$ 7,5 milhões, atuando 31 vezes na Rússia. Antes de vir ao Brasil, disputou 45 partidas pelo River Plate, com duas assistências; em 2026, teve apenas sete aparições, três como titular. Na seleção da Colômbia soma 27 convocações e entrou em campo em dois jogos na Copa.
A trajetória recente mostra altos investimentos e resultados aquém das expectativas. Contratado por cifras elevadas pelo River, Castaño não correspondeu plenamente à pressão da torcida e perdeu espaço com a chegada de Fernando Coudet — cenário que levou analistas argentinos a qualificar sua passagem como frustrante. Para o jornalista Pablo Chiappetta, trata-se de um fim de ciclo e uma chance de reabilitação para o jogador; para o Galo, é uma aposta com risco e potencial retorno.
No aspecto técnico, o reforço dá ao time uma alternativa específica de posicionamento e distribuição de bola, algo valorizado pela comissão. Politicamente, a operação reduz a exposição do clube em buscar improvisos na função e cria expectativa sobre a necessidade de adaptação rápida do jogador. Resta ao Atlético e a Castaño transformar o empréstimo em ganhos imediatos: mais equilíbrio no meio e, se houver sucesso, justificar a eventual compra ao término do vínculo com o River, que vai até 2028.