O Atlético-MG voltou a decepcionar e saiu derrotado por 2 a 0 para o Coritiba, neste domingo, no Couto Pereira, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O placar resume dois problemas recorrentes: desatenção defensiva em lances pontuais e incapacidade de transformar criação em gols.
Os dois tentos sofridos nasceram de falhas de marcação e posicionamento. A equipe mostrou lapsos de atenção nas transições defensivas e um lance pouco usual no segundo tempo acabou originando o segundo gol adversário. Fora esses momentos, o setor defensivo pouco trabalhou, mas a ausência de concentração foi decisiva.
No campo ofensivo, o time foi superior em movimentação e conseguiu avançar com liberdade pela ala direita, além de construir jogadas relevantes pelo meio. Ainda assim, a produção não se converteu em eficiência: finalizações fracas, passes displicentes e desperdício de oportunidades impediram o Galo de reagir no marcador.
O balanço das atuações aponta poucas intervenções consistentes e vários atletas abaixo do esperado. A partida tende a ampliar a cobrança sobre o técnico e o elenco: é preciso corrigir posicionamentos, dar mais objetividade ao último passe e recuperar a ponta finalizadora se o time quiser escapar da irregularidade.
Mais do que um resultado, o 2 a 0 expõe um padrão que precisa ser retificado nos próximos jogos. O Atlético tem potencial de criar volume, mas o próximo desafio será traduzir essa criação em gols e estabilidade defensiva — sem isso, a pressão sobre a equipe só aumenta.