A gente não queria ver o Galo nesse topo — e, mesmo assim, o clube virou notícia por um motivo ruim: o ranking da Anresf indica que o Atlético-MG tem a maior dívida de curto prazo entre os clubes da Série A, R$ 1,36 bilhão com vencimento em 12 meses. Para a Massa, a leitura é simples: isso muda a conversa sobre mercado e montagem do elenco.

O painel público da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol resume a dimensão do problema: as dívidas das equipes das Séries A e B somam cerca de R$ 25 bilhões (R$ 22,08 bi na A e R$ 2,92 bi na B). O Corinthians lidera o passivo total (R$ 2,76 bi), enquanto clubes como Mirassol aparecem na outra ponta, com R$ 11 milhões. Apenas seis clubes declararam não ter pagamentos vencidos até junho.

A Anresf não ficou só nos números: publicou decisões aplicando prazos de 45 dias para Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo quitarem dívidas contraídas neste ano, sob pena de transfer bans. A partir de novembro, o regulamento permite sanções também por débitos anteriores a 2026 — mudança que já provoca movimentação entre os clubes para postergar punições até 2027 ou 2028; até agora a agência não recebeu proposta formal.

O recado é político e prático: não se trata apenas de relatório contábil, mas de consequência direta no dia a dia do clube — restrição de contratações, pressão sobre a diretoria e ajustes no planejamento da SAF. Para o torcedor, resta cobrar clareza e medidas rápidas: a conta chegou, e o Galo precisa provar que tem um plano para pagar sem desmontar o que dá alegria à Massa.