O encontro entre Atlético-MG e Cruzeiro teve a tensão de um clássico e a qualidade de uma das melhores partidas do ano. Na Arena MRV, o Cruzeiro abriu o placar com pênalti convertido por Kaio Jorge, mas o Atlético não se recolheu e criou as chances mais claras, especialmente com Bernard. A expulsão de Villalba, aos 15 minutos do segundo tempo, mudou o tom do jogo e forçou o Cruzeiro a um recuo que o próprio treinador pareceu aceitar.
Eduardo Domínguez foi determinante. As mudanças, com Gustavo Scarpa e, sobretudo, Victor Hugo, deram maior mobilidade ao time e abriram espaços para a virada. Aos 32 minutos, Victor Hugo empatou em assistência de Fred; dez minutos depois, Fred virou o clássico e assumiu o papel de protagonista — sequência que confirma a importância imediata do atacante para o elenco do Galo.
Do outro lado, as escolhas de Artur Jorge ao substituir Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge serão inevitavelmente questionadas. Retirar os principais nomes com o time em vantagem e com um jogador a menos resultou em perda de iniciativa e permitiu que o Atlético crescesse impulsionado pela torcida. É a segunda eliminação seguida do Cruzeiro em mata-matas, o que amplia a cobrança sobre o clube e sua comissão técnica.
O Atlético sai do jogo embalado: são 14 partidas de invencibilidade na temporada e a vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Independentemente do adversário — Grêmio ou Inter — o Galo chega com ambição e sequência, enquanto o Cruzeiro terá de revisar decisões e buscar respostas rápidas para recuperar a confiança e a competitividade.