O Atlético-MG confirmou a contratação de Fred após mais de um ano de interlocução com o jogador. O meio-campista, criado nas categorias do clube, assinou contrato de três anos e meio com o Galo. Para viabilizar a repatriação, o clube pagou 2 milhões de euros (R$ 11,9 milhões) ao Fenerbahçe, além de 500 mil euros (R$ 2,9 milhões) condicionados a metas esportivas.

A história entre Fred e o Atlético não é nova. Passou pelas categorias de base em 2008 e 2009 sem estrear no profissional, ganhou espaço no Internacional e construiu carreira na Europa — com passagens por Shakhtar Donetsk, Manchester United e Fenerbahçe. Sempre público sobre sua simpatia pelo Galo, o meia manifestou diversas vezes o desejo de atuar na Arena MRV, o que tornou a negociação carregada de simbolismo para a torcida.

As conversas tiveram capítulos ao longo de 2025 e 2026: sondagens iniciais, encontros informais durante férias e reuniões de diretoria para estreitar o diálogo. Apesar de interesse mútuo, o contrato original com o clube turco seguia até junho de 2027; só houve liberação após acordo que permitiu a rescisão e posterior assinatura com o Atlético nesta janela.

Do ponto de vista esportivo e financeiro, a operação mistura apelo emocional e necessidade de justificativa técnica. À torcida, Fred entrega um reforço de identificação imediata. Para a diretoria, porém, o investimento — quase R$ 15 milhões considerando o pagamento fixo e metas — exige retorno em campo e integração rápida ao elenco. Cabe ao clube transformar o simbolismo em resultados concretos sem perder o controle fiscal.