O Atlético-MG formalizou a negociação de três jogadores da base sem receber compensação financeira imediata. Segundo o clube, nenhum dos acordos envolveu pagamento à vista: o Galo manteve um percentual dos direitos econômicos dos atletas e só poderá receber valores se os gatilhos previstos nos contratos – como número de partidas disputadas – forem alcançados.
O lateral Lucas Souza, 20 anos, é o caso mais conhecido do trio. Revelado nas categorias de base do clube, ele chegou ao Galo aos 14 anos, passou por diversas posições nas equipes de formação e integrou o elenco do sub-20 no Mineiro e na campanha de acesso. Embora tenha sido relacionado para uma partida da Sul-Americana, não teve oportunidades no time principal e agora seguirá para o Al Wasl.
Ryan, também de 20 anos, desembarcou no Atlético em 2024 após deixar o São Paulo. Participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior nesta temporada, sendo titular em dois dos cinco jogos, com um gol e uma assistência. Toledo, igualmente com 20 anos e ex-base do Vasco, veio em 2025, disputou Mineiro e Série B do Brasileiro sub-20 e figura entre os negociados: ele acertou com o Portimonense, no futebol português.
A operação tem dupla leitura. Por um lado, manter porcentual de direitos é prática comum e pode gerar receitas no médio prazo caso os jogadores se afirmem. Por outro, a ausência de pagamento imediato é uma aposta — e uma exposição —: o clube libera ativos promissores sem garantia de retorno. Para um departamento de base que enfrenta pressão por resultados e necessidade de retorno financeiro, trata-se de uma estratégia de risco, que dependerá do sucesso dos atletas no destino para se converter em ganho real.