O Atlético-MG voltou da Vila Belmiro com um resultado que complica sua sequência na Copa Sul-Americana: derrota por 2 a 0 para o Santos, com gols de Arão e Oliva, no jogo de ida das quartas de final. A equipe até teve momentos de equilíbrio no primeiro tempo, mas não conseguiu sustentar o padrão diante de um adversário mais incisivo e melhor ajustado na etapa final.

O segundo tempo marcou o colapso técnico do time de Domínguez. Fred, que buscava dar mais mobilidade ao ataque, cometeu um erro que originou o escanteio do primeiro gol do Santos e acabou influenciando diretamente no placar. A partir dali, o Galo perdeu coesão e passou a sofrer com as transições do rival. Nesse cenário, Gabriel Delfim foi um dos poucos que escapou da reprovação: fez defesas importantes, adiou o segundo gol e evitou um resultado ainda mais elástico, embora nada pudesse contra a maior consistência do Peixe.

Mais além da falha individual, o time mostrou problemas coletivos. A proteção do meio-campo foi insuficiente para recuperar a bola e organizar a saída, os laterais pouco contribuíram na projeção e o zagueiro que estreou demonstrou falta de ritmo, sendo mal posicionado em lances cruciais. As substituições não mudaram o perfil do jogo e um dos atacantes segue sem gols em longo jejum — situação que agrava a dependência por soluções individuais.

O 2 a 0 aumenta a cobrança sobre técnico e elenco: a vantagem do Santos obriga o Atlético a buscar uma reação imediata e mais do que ajustes pontuais, exigirá intensidade, compactação defensiva e escolhas táticas mais claras para a volta. Delfim ganhou um crédito na partida, mas o mérito do goleiro não apaga a necessidade de correções urgentes se o Galo pretende manter viva a campanha continental.