O Atlético-MG decidiu, nesta semana, não negociar Mamady Cissé. Segundo apuração inicial do No Ataque e confirmação do ge, o clube recebeu proposta de um time da Itália pelo meio-campista de 19 anos, mas não abriu conversas e rejeitou a oferta de pronto. A decisão segue a estratégia do Galo de preservar talentos da base enquanto os integra ao profissional.

A direção, que já deixou claro com o vice-presidente de futebol Paulo Bracks que vê os garotos como ativos estratégicos, aposta na valorização esportiva antes de transformar o jogador em recurso imediato. A postura do clube vem após vendas recentes que abasteceram o caixa: Rubens foi negociado pelo Dínamo de Moscou por 12 milhões de euros e Alisson saiu para o Shakhtar Donetsk por 14 milhões de euros.

Cissé chegou ao Atlético no início de 2025, cedido pelo 36 Lion FC, da Nigéria, passou por longo período de adaptação física e nutricional e ainda enfrenta barreira no idioma — o guineense é de língua francesa. No sub-20 disputou 31 partidas e foi promovido ao profissional em 2026: já soma 17 jogos e um gol, com recuperação de imagem após expulsão na Copa do Brasil e boa apresentação contra o Mirassol.

A manutenção do jovem reforça a ambição do clube de extrair maior valor esportivo e financeiro num momento inicial da carreira, mas também amplia a cobrança por oportunidades no time titular de Eduardo Domínguez. Torcida e observadores veem Cissé pronto para mais minutos; para o Galo, o desafio é equilibrar a formação de um jogador com potencial de mercado e a necessidade imediata de resultados.