O Atlético-MG enfrenta nesta quinta-feira um rosto conhecido e incômodo: Vina. Chegou ao Galo no início de 2019, viveu uma sequência de brilho no meio do ano — quatro gols em seis partidas — e deixou marca emocional na torcida rival ao provocar o Cruzeiro após um golaço no Independência. A lembrança do gesto com Guga ainda reverbera como episódio simbólico daquela temporada.

Na passagem pelo Atlético, Vina oscilou entre titularidade e banco, ganhou espaço sob Rodrigo Santana e chegou a ser decisivo na Sul-Americana, com gols contra o Botafogo nas oitavas. Mas o fim de temporada foi de queda: perdeu espaço com Vagner Mancini, caiu para a reserva e encerrou 2019 com 44 jogos, sete gols e duas assistências pelo clube — números que explicam por que sua saída foi consumada sem custos ao Ceará.

Depois do ciclo no Galo vieram empréstimos e experiência fora do país, até o retorno ao Ceará em 2025. Nesta temporada, Vina aparece como referência: é o artilheiro do time e o principal garçom, acumulando números que reforçam sua importância no esquema do Vozão. No total das duas passagens pelo clube, soma 198 jogos, 53 gols e 36 assistências — estatísticas que não podem ser subestimadas.

Do ponto de vista do Atlético, o reencontro exige atenção: Vina combina chegada à área, finalização e leitura de jogo, forçando ajustes na marcação e possível alteração na compactação do meio-campo. Domínguez, que trouxe novidade no último treino, precisa decidir se aposta em neutralizar o meia adversário com dano tático ou prioriza outras frentes do ataque. É um confronto com memória e consequência imediata em campo.