O elenco do Atlético-MG voltou aos treinos após mais de 20 dias de folga e encara um mês de preparação até o próximo jogo. A rotina prevê trabalho em dois períodos na terça, quarta e sexta, com atividades matinais na quinta e sábado. A comissão técnica liderada por Eduardo Domínguez terá tempo curto para ajustar rotinas físicas e táticas antes da retomada das competições.
A prioridade explícita do clube é a vaga entre os cinco primeiros do Campeonato Brasileiro — objetivo que garante acesso à Libertadores de 2027. Saindo da pausa na nona posição, com 24 pontos, o Galo soma em 18 rodadas sete vitórias, três empates e oito derrotas, aproveitamento de 44%. No Brasileiro especificamente foram 22 gols marcados e 23 sofridos, sinais de inconsistência que passaram pela perda de pontos nos minutos finais e fraco desempenho como visitante.
A fragilidade defensiva é um dos pontos centrais a corrigir. Domínguez tem preferido o sistema com três zagueiros e Ruan Tressoldi aparece como titular incontestável, mas as demais vagas seguem em disputa entre Lyanco, Vitor Hugo, Ivan Román e Léo Duarte. A improvisação recente com Natanael como terceiro zagueiro expõe a carência por um reforço específico para a retaguarda — peça que a diretoria já sinalizou buscar de maneira pontual.
No ataque, a saída de Hulk para o Fluminense deixou vazio de liderança e referência ofensiva. Cassierra e Alan Minda deram lampejos — o colombiano com cinco gols na temporada e o equatoriano com três —, mas a irregularidade persiste; Minda, inclusive, está ao serviço do Equador na Copa do Mundo. A estratégia da diretoria é compor com contratações cirúrgicas, sem apostas em nomes caros. A decisão sobre acertos pontuais terá impacto direto: sem reforços precisos e regularidade, o Galo corre o risco de ver a meta de Libertadores ficar mais distante, enquanto precisa também equilibrar as campanhas na Copa do Brasil e na Sul‑Americana, competições que trazem premiação e alternativas de classificação continental.