O Atlético desembarca na Venezuela para a estreia na Conmebol Sul-Americana, marcada para esta quarta-feira, às 23h (de Brasília), contra o Puerto Cabello, no estádio Misael Delgado, em Valência. Sem Hulk e outros titulares na viagem, a delegação confirma o roteiro anunciado: usar a primeira fase como margem para rodar o elenco e preservar peças para o Campeonato Brasileiro.
A decisão vem após dois anos em que o clube priorizou competições mata-mata e acabou pagando preço no Brasileirão, com campanhas que chegaram a colocar o time em situação desconfortável na reta final de 2024 e 2025. O vice-campeonato continental mais recente, perdido nos pênaltis para o Lanús, deixou feridas que ainda pesam na avaliação interna sobre como equilibrar ambição regional e estabilidade no torneio nacional.
Se um jogador precisar permanecer em Belo Horizonte, ficará; aqueles que merecem terão oportunidade.
Internamente, a diretriz é clara: o Brasileiro volta a ser prioridade, com objetivo de recuperar espaço na zona de classificação à Libertadores. Nesse contexto, o técnico Eduardo Domínguez sinaliza oportunidades para quem vem pedindo chance no elenco — nomes como Lyanco, Cissé, Scarpa e Dudu foram citados pela comissão como possíveis soluções para dar profundidade sem comprometer a competitividade. A estratégia busca proteger os titulares sem renegar a Sul-Americana.
A competição sul-americana, além do prêmio financeiro, oferece ao campeão vaga direta na Libertadores, o que impede o clube de tratá-la com descaso. O executivo de futebol, Paulo Bracks, reforçou que, apesar da prioridade ao Brasileiro, o clube entrará na Sula com ambição: há expectativa de que o time possa avançar com trabalho de rodízio, mas a derrota recente na final de 2025 também alimenta cobrança por resultados mais consistentes.
No Grupo B, além do Puerto Cabello, o Atlético enfrentará Cienciano-PER e Juventud-URU — adversários que exigem atenção embora permitam testes táticos. O desafio do clube agora é administrar recursos: poupar para não repetir sobressaltos no Brasileirão e, ao mesmo tempo, extrair rendimento competitivo da Sul-Americana. O próximo período será decisivo para a avaliação de diretoria e comissão técnica sobre a eficácia dessa conciliação.
O Brasileiro é prioridade, mas entraremos na Sul-Americana para lutar pelo título e buscar a vaga à Libertadores.