O Atlético-MG acertou a venda em definitivo do lateral-esquerdo Lucas Souza, de 20 anos, ao Al Wasl, dos Emirados Árabes. O jogador já se despediu do clube e seguirá para passar por exames médicos antes do anúncio oficial. No acordo, o Galo mantém 20% dos direitos econômicos do atleta e prevê gatilhos por desempenho que podem render US$ 1 milhão ao clube.

Formado no Atlético desde os 14 anos, Lucas percorreu praticamente toda a base alvinegra, mas nunca teve oportunidades consistentes no time profissional. A saída confirma uma prática recorrente: talentos da base que buscam trajetória no exterior após esbarrar na concorrência e na limitação de vagas no elenco principal.

Do ponto de vista financeiro, a manutenção de porcentagem e metas é a forma encontrada pelo clube para preservar eventual valorização futura. Ainda assim, a negociação levanta questionamentos sobre a política de aproveitamento do trabalho nas categorias de base e sobre se a diretoria privilegia soluções de mercado imediatas frente à integração de produtos da casa.

Internamente, a direção repete a prioridade no mercado citada por Pedro Daniel nas últimas semanas — estratégia que combina vendas, negociação de direitos e busca por reforços prontos. Enquanto isso, a base dá sinais de produtividade: no último fim de semana, o clube disputou 15 partidas entre categorias e não sofreu derrotas, com destaque para a goleada do sub-15 sobre o Cruzeiro.