O Atlético-MG soma mais uma partida sem evolução e voltou de Cusco com derrota por 1 a 0 para o Cienciano, na terceira rodada da fase de grupos da Sul-Americana. Domínguez preservou quase todos os titulares — Everson foi exceção — e montou uma equipe recheada de jovens, com Pascini improvisado na lateral esquerda. A altitude e a marcação alta do time peruano complicaram, mas as falhas do Galo foram claras desde o início.

A proposta era atrair o adversário com Reinier centralizado e explorar os corredores, especialmente o esquerdo com Dudu. Não saiu. O meio-campo não conseguiu municiar o ataque, as inversões de bola foram deficitárias e a melhor chance veio de um chute de Alexsander que passou perto. Do outro lado, Robles acelera pela esquerda e encontrou Bandiera, que cabeceou firme para abrir o placar. O gol não mexeu no roteiro: o Cienciano cresceu e obrigou Everson a trabalhar para evitar um prejuízo maior.

No segundo tempo, as alterações (Minda e Bernard) tentaram dar mais velocidade, e o equatoriano quase empatou ao sair na cara do gol. No minuto seguinte, porém, Preciado cometeu falta dura, recebeu o segundo amarelo e foi expulso — com um a menos ficou impossível buscar a virada. Domínguez ainda deu minutos a Luiz Gustavo, Iseppe e Cauã Soares; Luiz Gustavo foi o que mais apareceu, mas insuficiente diante da repetição de problemas que se vê no elenco: jogadores esperados como Scarpa, Alexsander e Bernard não resolveram.

O resultado reforça a gravidade do momento: em uma chave teoricamente fraca, o Atlético faz jus à posição de lanterna do grupo B e vê a classificação ameaçada. Não são apenas os titulares que preocupam; a base de reposição também não convence. Resta ao treinador e à diretoria repensar alternativas imediatas, porque manter o mesmo roteiro — escalações sem respostas, sinais de acomodação e expulsões decisivas — pode custar a presença do clube na próxima fase.