O Atlético-MG foi derrotado pelo Cienciano fora de casa na terceira rodada da fase de grupos da Sul-Americana. O time não conseguiu impor ritmo: a defesa cometeu falhas coletivas e individuais, e a expulsão de Preciado no segundo tempo deixou o Galo em desvantagem numérica. Everson evitou um placar ainda mais elástico, com defesas importantes nos dois tempos.
A linha defensiva voltou a expor falta de confiança: erros ao sair com a bola, posicionamento confuso e ausência de imposição física abriram espaços para o adversário. Em lances-chave, zagueiros não acompanharam atacantes e cederam cabeçadas perigosas que exigiram intervenções do goleiro. A fragilidade da retaguarda foi a leitura mais contundente da noite.
No meio-campo, faltou criatividade e sustentação ofensiva. O jogador que atuou como falso nove não conseguiu atrair marcação nem abrir espaços, e as investidas pelas laterais foram pouco produtivas. Substituições deram alguns lampejos de intensidade, mas faltou precisão e decisão dentro da área para transformar chances em gols.
O resultado complica a campanha do Galo no Grupo B e amplia a cobrança sobre comissão técnica e setor defensivo. Para recuperar a competitividade na Sul-Americana será preciso corrigir a saída de bola, retomar agressividade e recuperar consistência coletiva — ajustes que hoje soam urgentes.