O presidente do Palestino, Jorge Uauy, confirmou que o clube recebeu o pagamento integral do Atlético-MG referente à contratação do zagueiro Iván Román. A quantia em aberto era de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,2 milhões) e, segundo Uauy, foi quitada dentro do prazo estabelecido pela Fifa. Com isso, o Palestino deu o caso como encerrado.

A negociação por Iván Román foi oficializada em fevereiro de 2025, quando o Atlético adquiriu 50% dos direitos econômicos por R$ 1,5 milhão. O acordo previa três parcelas de US$ 500 mil, com vencimentos em setembro, janeiro e abril. O problema começou quando as duas primeiras parcelas ficaram em atraso; o Palestino cobrou publicamente e levou a disputa à Fifa.

A entidade máxima do futebol condenou o Galo a pagar a dívida em 45 dias sob risco de transfer ban — sanção que poderia impedir registros de jogadores. O prazo expirou na sexta-feira (10/4) e foi cumprido pelo clube mineiro. No campo, Iván Román soma 23 partidas pelo Alvinegro e um gol, além de convocações pela seleção chilena; tem sido opção recorrente no banco comandado por Eduardo Domínguez.

Embora o desfecho afaste a punição imediata, o episódio deixa marca administrativa e de imagem. A cobrança pública do Palestino e a do risco de bloqueio por parte da Fifa expõem fragilidades na condução financeira de um clube que precisa preservar credibilidade no mercado. Para os torcedores e para a gestão, a lição é clara: atrasos assim não podem voltar a comprometer operações nem transformar contratações em fontes de desgaste.