No dia 25 de março, em partida realizada no Sesc Venda Nova, o Atlético Sub-16 confirmou sua superioridade no torneio ao derrotar o Coimbra por 3 a 0 e erguer o troféu da Copa Brasileirinho. A vitória, obtida de forma clara no placar, teve gols assinados pelos atacantes Gabriel Balisa e Pedrinho, além do zagueiro Fernando. O triunfo teve peso simbólico: foi comemorado no aniversário do clube e coroou uma campanha marcada por consistência e resultados.
A trajetória do Galinho na competição foi construída com números robustos desde a primeira fase. Na etapa inicial, o time terminou na liderança do Grupo A com 12 pontos e 25 gols marcados, repetindo a performance da temporada anterior. A defesa impressionou ao não sofrer nenhum gol na fase de grupos, um dado que aponta organização e disciplina. No mata-mata, o Atlético eliminou a Seleção de Juatuba, o América e o Uirapuru (do Mato Grosso) até alcançar a decisão contra o Coimbra.
O tricampeonato consecutivo confirma a consistência da base alvinegra.
Além do título coletivo, a campanha teve destaques individuais que reforçam o valor do elenco. Gabriel Balisa terminou como artilheiro do torneio com nove gols, Pedrinho foi eleito o melhor jogador da competição, e o técnico Cezar Molinari recebeu o prêmio de melhor treinador. Na decisão, o meia Morcatti foi reconhecido como o melhor jogador da final. A soma desses prêmios com a campanha invicta dá consistência ao argumento de que o trabalho da base vem sendo bem conduzido dentro do clube.
O tricampeonato consecutivo da Copa Brasileirinho coloca o Atlético em uma trajetória de domínio na categoria: esta foi a quarta final seguida alcançada pelo Sub-16 e a terceira conquista nas últimas edições. Em 2024, a equipe havia levantado a taça contra o Ibrachina, de São Paulo, e em 2025 venceu o Betim para confirmar o título. Esses resultados criam um novo padrão de excelência para a base atleticana e aumentam a expectativa externa sobre o rendimento futuro dos jovens atletas.
Do ponto de vista institucional, a repetição de títulos na base tem implicações práticas. Mantida a coerência entre formação e aproveitamento, o clube minimiza custos de mercado ao produzir talentos internamente e cria ativos esportivos que podem ser integrados ao elenco profissional ou valorizados em negociações. Ao mesmo tempo, a sequência vitoriosa eleva a cobrança sobre a diretoria e a comissão técnica: torcedores e analistas passam a exigir que o sucesso nas categorias de base seja traduzido em oportunidades reais para os jovens e em reflexo no time principal.
A geração Sub-16 tem potencial para alimentar o elenco profissional nos próximos anos.
Tecnicamente, o sucesso do Sub-16 parece sustentado por estrutura tática e preparo físico que se refletiram na solidez defensiva e na eficiência ofensiva ao longo do torneio. A defesa invicta na fase de grupos e a capacidade de manter o controle dos jogos em fases decisivas ilustram trabalho de base com foco em organização coletiva. A premiação individual de Pedrinho e a artilharia de Balisa evidenciam também que o clube tem atacantes com faro de gol, algo que interessa diretamente ao planejamento do futebol de base e ao fluxo de transição para categorias superiores.
O tricampeonato do Sub-16 do Atlético é, portanto, uma boa notícia para a torcida e um sinal positivo para a gestão. Resta ao clube transformar esses resultados em política clara de aproveitamento, planejamento e retorno financeiro quando necessário. Em campo, os meninos deram resposta; fora dele, cabe à diretoria garantir que a produtividade esportiva não fique apenas nos troféus, mas se converta em desenvolvimento de carreira e em reforço concreto para a equipe profissional.