O Bahia prepara uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar do Atlético-MG o pagamento de 100 mil euros — cerca de R$ 597 mil — correspondente a uma meta prevista no acordo pela transferência do zagueiro Vitor Hugo. Segundo o acordo, o valor deveria ser repassado quando o jogador atingisse 15 partidas como titular; a marca foi alcançada no fim de abril e o pagamento venceria em maio.
A informação foi antecipada pelo jornalista Venê Casagrande e confirmada pelo ge. Procurado, o Atlético-MG informou que só poderia se posicionar a partir de quarta-feira, depois da decisão contra o Cruzeiro nas quartas de final da Copa do Brasil. A postergação para emitir um posicionamento oficial coloca uma questão prática: a cobrança formalizará um atrito jurídico entre os clubes e pode alongar um desconforto já visível nos bastidores.
Vitor Hugo foi contratado pelo Bahia em 2023, passou por empréstimos ao Panathinaikos-GRE em 2024 e ao Atlético-MG em 2025, e foi negociado em definitivo com o clube mineiro no começo deste ano. No campo, o zagueiro teve participação recente e chegou a marcar de cabeça contra o Grêmio, aos 18 minutos do primeiro tempo, ilustrando que a cláusula vinculada ao desempenho foi efetivamente cumprida.
Do ponto de vista administrativo, a iniciativa do Bahia revela como ajustes financeiros entre clubes — mesmo em valores modestos diante do mercado — podem gerar desgaste institucional. A ida à CNRD busca formalizar a execução do contrato; para o Atlético-MG, além do desembolso, a situação exige resposta rápida para evitar questionamentos sobre cumprimento de compromissos e manter boas relações no mercado de transferências.