O discurso de revanche já faz parte do repertório do Atlético-MG antes da partida contra o Bragantino, nesta quarta-feira, às 19h, pelas oitavas da Sul-Americana. Para Bernard, o vice da edição passada — diante do Lanús, em Assunção, decidido nos pênaltis — ficou mais engasgado do que a derrota na final da Libertadores. A constatação dá tom às ambições do time para a competição.
Protagonista do Galo em 2026, Bernard aparece como referência ofensiva: é o artilheiro do clube no ano com seis gols e o maior goleador alvinegro na história recente da Sul-Americana, com cinco gols, sendo três nesta edição. O pleno aproveitamento individual virou um recurso importante para Eduardo Domínguez, que tem escalado o atacante próximo à área e também participando da construção.
A derrota para o Lanús ficou marcada pela sensação de oportunidade perdida, segundo o próprio jogador, que ressalta ter sido um resultado particularmente doloroso por a equipe considerar ter tido melhor desempenho ao longo do torneio. A lembrança da final acende a necessidade de respostas rápidas do elenco em mata-matas, onde detalhes decidem trajetórias.
Bernard também falou da competitividade maior da Sul-Americana neste ano, mas manteve a convicção na capacidade do time de voltar à final e, desta vez, levantar o troféu. Além do prestígio do título, há um objetivo concreto: conquistar a vaga na Libertadores de 2027 — meta que transforma cada confronto em prova de eficiência e entrega para um clube com alta expectativa da torcida.
Do ponto de vista do clube, a partida contra o Bragantino traz uma leitura inevitável: é hora de converter desempenho individual em sequência coletiva. A cobrança pela conquista tem implicações práticas — da confiança do grupo à justificativa de investimentos — e pressiona o Atlético a não se contentar com boas atuações pontuais. Em mata-matas, consistência e pragmatismo serão decisivos.