Bernard viveu extremos no primeiro semestre: do desgaste público após o retorno ao clube, em julho de 2024, à condição de peça central do Atlético. Na temporada de retorno, sob o comando de Diego Milito, disputou 21 jogos sem marcar gols ou distribuir assistências e chegou a ficar 'encostado'.

Em 2025 o jogador mostrou sinais de recuperação: foram 52 partidas com Cuca e Jorge Sampaoli, quando anotou cinco gols e deu duas assistências. Ainda assim, a irregularidade o manteve alternando entre entradas importantes e longos períodos no banco, deixando dúvidas sobre sua continuidade.

O salto ocorreu em 2026. No primeiro semestre Bernard se firmou entre os titulares de Eduardo Domínguez, participando de 29 partidas e novamente registrando cinco gols e duas assistências. O treinador apontou o meia como o jogador de maior destaque do elenco no momento, e o reconhecimento da torcida foi consequência da sequência.

Do ponto de vista tático, a recuperação do camisa 11 oferece ao Atlético uma alternativa técnica mais confiável no meio‑campo e amplia as opções do treinador. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade sobre o jogador: manter o nível será essencial para evitar recaídas e para que a melhoria individual se traduza em resultados consistentes para o time.