Bernard completou duas temporadas desde a reestreia com a camisa do Atlético-MG, em 16 de julho de 2024. Aos 33 anos, conquistou status de ídolo, mas o retorno não foi linear: expectativas elevadas encontraram rendimento irregular e reação crítica da torcida em momentos decisivos.

Na volta ao clube foram 26 jogos no primeiro ano, quando o time terminou vice da Libertadores e da Copa do Brasil. Em 2025 a rotina foi ainda mais intensa: 52 partidas, cinco gols e duas assistências, segundo os números do clube. O ponto mais delicado veio com o gol contra o Juventud, do Uruguai, seguido de uma comemoração provocativa — gesto que depois foi retratado com pedido de desculpas e admitiu a pressão que viveu.

A reação veio em campo. Bernard passou a assumir funções de criação e finalização, ganhou sequência e gerou dúvida na comissão técnica sobre a formação titular. Nesta temporada, antes da pausa para a Copa, acumulava 29 jogos, cinco gols e duas assistências — rendimento que o colocou à frente nas opções para o setor ofensivo enquanto Victor Hugo se recuperava de edema.

Com a volta do Brasileiro diante do Bahia, Bernard aparece entre os titulares nos treinos e tende a seguir nessa condição. A retomada valoriza a alternativa ofensiva do Galo, mas também coloca o técnico Eduardo Domínguez diante de uma escolha que tem impacto direto no equilíbrio da equipe e na reação da torcida: a permanência do experiente meia pode resolver um problema imediato, mas exige consistência para apagar a memória dos altos e baixos.