A Massa tem motivo para acreditar: Bernard chegou ao reencontro com o Flamengo como peça em ascensão. Depois de uma readaptação inicial, o meia-atacante virou referência do time de Eduardo Domínguez e entra no confronto de segunda (26) com protagonismo consolidado — algo que a torcida vinha cobrando desde seu retorno em 2024.
Os números explicam parte dessa retomada. Bernard soma 49 partidas pelo Atlético-MG, 38 como titular, com 10 gols e 3 assistências — é o artilheiro da temporada, empatado com Reinier. A mudança de função, atuando pela esquerda e com mais liberdade, permitiu ao jogador resgatar atributos que o tornaram decisivo no passado e úteis no modelo atual.
No outro lado, Paquetá voltou ao Flamengo em janeiro de 2026 como a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, por cerca de 42 milhões de euros (aprox. R$ 260 milhões). Em 40 partidas, sendo 26 como titular, tem 13 gols e uma assistência. Estatisticamente, o meia rubro-negro participa diretamente de um gol a cada 175 minutos, finaliza mais e apresenta melhores índices de drible (61%) e duelos (57%) que Bernard.
A comparação evidencia duas realidades: Paquetá produz números superiores, mas convive com a cobrança proporcional ao investimento; Bernard converte sequência de jogo e adaptação tática em influência direta no time. Na prática, o duelo de segunda será teste de maturidade para o Fla e validação do momento do Galo — e a Massa quer ver quem, de fato, decide quando a bola pesa.