O Boca Juniors chegou a 10 partidas disputadas em solo brasileiro sem conseguir vencer desde dezembro de 2020. A sequência foi ampliada com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão, nesta quarta-feira, pela fase de grupos da Libertadores. A última vitória do clube argentino no país havia sido justamente contra o Internacional, no Beira-Rio, quando Carlos Tévez marcou o gol decisivo nas oitavas de 2020.

No período, o retrospecto é austero: nenhuma vitória, três empates e sete derrotas — com apenas cinco gols marcados e 16 sofridos. O Boca enfrentou equipes como Santos (duas derrotas), Atlético (um empate), Corinthians (um empate e uma derrota), Palmeiras (um empate), Fluminense (derrota), Fortaleza (derrota) e Cruzeiro (duas derrotas). Quatro desses confrontos ocorreram em fase de grupos; seis foram eliminatórios, incluindo decisões e mata-matas em estágios avançados.

O desempenho traz implicações claras: a aura de ‘casca‑grosseira’ que historicamente acompanha o Boca em torneios continentais perde força quando a equipe não consegue impor-se fora da Argentina. Em mata-matas, o retrospecto em solo brasileiro passa a ser um custo concreto, reduzindo margem de erro e exigindo ajustes táticos e psicológicos nas partidas longe de La Bombonera.

Para um clube de peso continental, o jejum no Brasil não é só estatística — é um sinal de alerta. A soma de resultados negativos em jogos decisivos torna imperativo repensar preparação e estratégia para jogos fora de casa se o Boca quiser voltar a ser protagonista com consistência na Libertadores.