Desde a chegada de Eduardo Domínguez, em 24 de fevereiro, o Atlético-MG soma 11 vitórias, 3 empates e 10 derrotas — aproveitamento de 50%. O equilíbrio do retrospecto, porém, esconde padrões preocupantes: nas derrotas o time não falta combatividade, mas falha em pontos cruciais que determinam resultados.

Os dados do recorte das dez derrotas mostram contradições. O Galo vence, em média, mais duelos adversários — 51,8% no chão e 54,5% no alto — e, ainda assim, sofre com o jogo aéreo: de 17 gols sofridos nessas partidas, 29,4% foram em finalizações de cabeça. A vulnerabilidade por alto expõe ajustes defensivos pendentes.

Ter a bola também não tem resolvido. Em quatro das dez derrotas o Atlético teve menos posse, o que indica que domínio do jogo não é garantia de vitória. O problema decisivo é a pontaria: apenas 2 gols marcados nesse recorte, média de 11,7 finalizações e 3,3 no alvo por jogo, além de apenas 1,9 grande chance criada em média.

A diferença fica explícita na eficiência: o Galo precisou de 58,8 finalizações para cada gol nas derrotas (16,5 no alvo por gol), enquanto os adversários precisaram de 7,2 chutes para marcar e 2,4 finalizações ao gol por tento. No conjunto das partidas de Domínguez o time tem 12,4 finalizações e 4,4 no alvo por jogo, o que aponta padrão — mas quando falta pontaria a equipe paga caro. A combinação de falhas aéreas e baixa eficiência ofensiva aumenta a cobrança sobre treinador e elenco e pede soluções táticas rápidas.