A Massa teve um domingo de alívio e emoção: o Atlético-MG buscou e virou o jogo sobre o Santos por 2 a 1 na Arena MRV, com Vitor Hugo empatando e Thiago Borbas fechando a virada de bicicleta nos acréscimos. Foi uma vitória comemorada com raça, depois de um jogo em que o time alternou bons momentos e falhas claras na finalização.

O Galo criou chances ao longo das duas partes, mas pecou na pontaria — Borbas, Pascini e Victor Hugo chegaram a beijar o travessão. A provocação adversária saiu aos 42 minutos, quando Gabigol marcou; empurrado pela torcida, o time reagiu e teve na zaga a resposta imediata: Vitor Hugo, que falhara na jogada do gol do Peixe, se redimiu no lance do empate aos 45.

O jogo teve ainda uma defesa espetacular logo no início do segundo tempo que evitou um revés maior — mesmo assim, a partida deixou sinais de alerta. Alguns alas estiveram abaixo da média e o ataque, apesar da qualidade técnica, mostrou indisciplina nas escolhas de finalização. Borbas, em especial, oscilou entre erros de decisão e a capacidade de definir: a bicicleta final nos acréscimos foi a consagração dessa oscilação.

Do ponto de vista prático, o triunfo dá moral e mantém o time vivo para a sequência do Brasileirão; também serve como lembrete: a bola que não entra pode custar caro. A Massa celebra, o elenco respira — mas a cobrança continua. A gente vibra com a virada, e agora quer ver essa ambição virar consistência.