O executivo de futebol do Atlético-MG, Paulo Bracks, descartou a demissão do técnico Eduardo Domínguez na esteira da derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no Couto Pereira, pela 12ª rodada do Brasileirão. Questionado sobre rumores de pedido de demissão nos vestiários, o treinador negou ter entregue o cargo e a diretoria afirmou que não houve reunião entre a cúpula e o técnico após o jogo.

Bracks ressaltou que a cobrança pública feita por Domínguez após o jogo contra o Juventud-URU teve o apoio da direção e que a mensagem foi compreendida internamente. Segundo o executivo, a comissão técnica e os jogadores ocuparam espaços distintos no estádio e não houve encontro para tratar de desligamento naquele momento.

No aspecto técnico, o desempenho incomodou: defesa com falhas e ataque pouco produtivo sintetizaram a atuação do Galo. Em 12 partidas sob o comando do argentino, Domínguez soma cinco vitórias, um empate e seis derrotas — aproveitamento de 44% — números que explicam a insatisfação da torcida e a intensificação da cobrança sobre elenco e técnico.

A decisão de manter o treinador dá tempo para ajustes, mas não elimina o efeito político e esportivo da sequência ruim. A diretoria aposta em reação imediata em campo; se os resultados não vierem, a pressão por mudanças deve crescer e tornar a situação mais difícil para o comando técnico e para a gestão.