O grito de “é campeão” segue sem eco para a seleção feminina do Brasil. Neste domingo (26), em Macau, a equipe comandada por José Roberto Guimarães foi superada pela Turquia por 3 sets a 1 — parciais de 25/23, 23/25, 24/26 e 21/25 — e terminou a Liga das Nações como vice-campeã. Foi a quinta derrota em cinco finais da história da VNL, dado que acentua um padrão desconfortável no momento decisivo da competição.
O time escalado — com Roberta na levantadora, Rosamaria de oposta, Ana Cristina e Julia Bergmann nas pontas, Diana e Luzia no meio e Marcelle como líbero — teve lampejos de reação, mas não conseguiu manter consistência nos momentos-chave. Ana Cristina voltou a aparecer em lances decisivos e ajudou a levar o time à final, mas a sequência de decisões perdidas levanta questões sobre alternativas táticas e capacidade de fechar sets importantes.
A repetição de vices na VNL tende a aumentar a pressão sobre a comissão técnica e a montagem do elenco. Não se trata apenas de um revés isolado: cinco finais perdidas sugerem necessidade de revisão nos ajustes de jogo, variação ofensiva e atitudes defensivas em pontos decisivos. Para torcedores e dirigentes, o desafio é traduzir o potencial individual em soluções coletivas capazes de quebrar esse ciclo.
A Liga das Nações, competição anual desde 2018 que substituiu o Grand Prix, segue servindo como palco de testes e exposição — e desta vez deixou a seleção brasileira em alerta. A derrota em Macau será cobrada na preparação posterior, enquanto a equipe busca equilíbrio entre renovação e experiência para transformar talento em resultados concretos nas próximas competições.