O empate por 1 a 1 entre Atlético-MG e Bahia, na Arena MRV, terminou marcado mais pela controvérsia do que pelo resultado. Em um jogo parelho pela 18ª rodada do Brasileiro, a arbitragem de Bráulio da Silva Machado foi contestada pela torcida do Galo após dois lances em que atletas pediram pênalti e o jogo seguiu sem revisão do VAR.

O primeiro episódio veio aos 46 minutos do primeiro tempo: em jogada que antecedeu o gol de Ruan — que abriu o placar para o Atlético após cobrança de escanteio e cruzamento de Bernard — Erick Pulga reclamou de contato na área. O árbitro manteve a decisão e o VAR, chefiado por Caio Max Augusto Vieira, não acionou a revisão, gerando pedidos de explicação nas redes sociais.

No segundo tempo, aos 18 minutos, nova situação polêmica: Zé Guilherme ficou no chão dentro da área em jogada pela esquerda e novamente houve reclamação de pênalti do lado do Bahia. Bráulio optou por seguir o jogo, e a ausência de checagem completa alimentou a reação dos torcedores, que criticaram a falta de critérios em lances decisivos.

Além do desgaste com a arbitragem, o resultado frustra o Atlético no aspecto esportivo: após o empate sofrido com o erro de domínio que originou o gol de Ademir, o time teve mais posse e pressionou, mas não converteu superioridade em vitória. A combinação de rendimento irregular e sinais de controvérsia com decisões de arbitragem tende a aumentar a cobrança sobre comissão técnica e diretoria.