Não é uma novidade, mas dói no bolso: o Galo aparece no grupo dos clubes com a camisa mais cara da Série A. No levantamento dos 20 clubes, a versão mais cara do Atlético-MG foi encontrada a R$749,98 — valor só inferior ao topo do ranking, que alcança R$799,99. Corinthians e Vasco têm preços semelhantes, enquanto a média entre os máximos chega a R$469,39.
A diferença de valores dentro de cada coleção explica parte do impacto no torcedor. Modelos 'Jogador', pensados para reprodução do kit usado em campo, empregam materiais e tecnologias mais caras; por isso figuram no topo do ranking. Já as versões 'Torcedor' ou 'Estádio' privilegiam materiais mais simples e preços menores. O levantamento mostra variação de R$329,99 a R$799,99 entre os clubes, e algumas peças tinham descontos pontuais nas lojas oficiais no momento da apuração.
Para a Massa, a conta é prática: decidir entre ostentar o modelo mais fiel ou optar por uma alternativa acessível. Para o clube, a equação também é clara — ofertas premium ajudam a elevar a receita de material esportivo, mas preços altos podem limitar a base de compradores e gerar desconforto entre sócios e torcedores. A Nike veste o Atlético-MG, e a marca figura junto a Corinthians e Vasco entre as com maiores preços, sem, porém, que a marca seja o único determinante do valor final.
No curto prazo, a expectativa dos atleticanos é simples: que o produto valha cada centavo em identidade e qualidade. Na prática, a diretoria e a fornecedora também precisam calibrar preço e disponibilidade para não transformar a camisa em exclusividade pagável apenas por poucos. A gente quer vestir o manto com orgulho — e sem ter que escolher entre torcer e comprometer o orçamento.