A ligação entre Atlético-MG e Juventud de Las Piedras foge ao óbvio do confronto continental: é um ex-goleiro quem une as histórias. Fabián Carini, 46 anos, morador de Montevidéu, reviveu ao ge a curta passagem pelo Galo e fez um diagnóstico do adversário que visita a Arena MRV pela Copa Sul-Americana.
Revelado no Danubio e destaque no Mundial Sub-20 de 1999, Carini desembarcou no futebol europeu — com passagens por Juventus e Internazionale — e foi titular do Uruguai na Copa de 2002. Chegou a Belo Horizonte em 2009 com expectativa, mas encontrou um período de instabilidade na meta atleticana: atuou em 19 jogos e não conseguiu se firmar apesar da boa recepção da torcida e da estrutura do clube.
A semelhança com ídolos uruguaios do passado ainda aparece em detalhes: a escolha por uniformes escuros remetia a Ladislao Mazurkiewicz, referência uruguaia no Galo. Depois do Brasil, Carini voltou ao Uruguai e viveu os últimos anos da carreira em clubes locais, incluindo três temporadas no Juventud, onde encerrou a trajetória profissional em 2017.
Na avaliação do ex-goleiro, o Juventud não é apenas um adversário modesto: mescla juventude e nomes com currículo expressivo — como Sebastián Sosa, Martín Cáceres e Gastón Pereiro — e estreou na Sul-Americana com empate por 1 a 1 diante do Cienciano. Com técnico novo, Sergio Blanco, o time uruguaio pode surpreender se explorar organização e experiência pontual. Para o Galo, a presença de Carini traz elemento de narrativa e memória, mas não alivia o dever de entrar em campo com intensidade e foco.