A Corte Arbitral do Esporte (CAS) negou o recurso do Atlético-MG sobre a parcela em aberto da compra de Gustavo Scarpa, ratificando a cobrança que soma, com juros e custas, algo em torno de R$ 13 milhões. A decisão deixa o clube obrigado a quitar 500 mil euros não pagos e a última parcela avaliada em 1,5 milhão de euros, acrescidas de juros de 5% e despesas processuais.
O caso remonta ao acordo de dezembro de 2023, quando o Galo acertou com o Nottingham Forest o pagamento de 5 milhões de euros parcelados. A segunda parcela, prevista para janeiro de 2025, ficou com um saldo de 500 mil euros. O Atlético argumentou um suposto erro processual do clube inglês ao recorrer à CAS, mas não obteve reversão: o tribunal manteve a penalidade confirmada anteriormente pela Fifa.
O principal risco prático é a aplicação de um transfer ban — medida que impede registrar reforços por até três janelas consecutivas enquanto a obrigação não for quitada. Para um clube que planeja ajustes no elenco, a ameaça de ficar impedido de inscrever jogadores é uma restrição direta ao trabalho do técnico e à estratégia de temporada, além de aumentar a pressão sobre a gestão financeira e esportiva.
O Atlético afirma ter selado um acordo com o Nottingham para a quitação. A informação foi divulgada inicialmente pelo advogado Marcelo Bee Sellares e confirmada pela reportagem. Resta agora a definição de prazos e garantias: a falta de pagamento cria risco concreto de sanção e exige solução rápida para evitar impacto imediato na montagem do elenco.