Cassierra chega ao confronto com o Santos pressionado pelos números: são 16 partidas seguidas sem marcar — a pior sequência da carreira do colombiano — e cinco gols ao todo com a camisa do Atlético nesta temporada. O último tento foi em 10 de maio, no empate com o Botafogo, e desde então o centroavante não voltou a balançar as redes.

Ao longo das últimas partidas, Cassierra tem alternado entre a condição de titular e o banco de reservas. Eduardo Domínguez público defendeu o jogador e disse que seguirá oferecendo oportunidades, mas a opção por Reinier em algumas partidas — mesmo atuando fora de posição — mostrou que a comissão técnica busca alternativas mais efetivas no ataque.

A utilização do atacante tem sido, em geral, com entradas no fim dos jogos: contra o Remo entrou aos 66 minutos e teve 24 minutos em campo; diante do Bragantino, reapareceu com 25 minutos. Em uma das raras partidas completas, contra o Grêmio, ficou 90 minutos sem marcar. Antes dessa fase atual, Cassierra já havia enfrentado outro jejum de 11 jogos no início da temporada, interrompido na Sul-Americana contra o Juventud-URU.

O quadro cria um problema prático: com concorrentes como Cuello, Bernard, Victor Hugo e Reinier marcando mais, Cassierra vê seu espaço encolher. A derrota de confiança tem impacto direto na disputa por titularidade e coloca o atacante sob pressão para justificar a preferência técnica — a partida na Vila Belmiro funciona como teste imediato para retomar ritmo e evitar perda de oportunidades.