Contratado em definitivo junto ao Zenit, Cassierra demorou a se adaptar, mas acabou herdando a vaga deixada por Hulk. Em 2025 são 27 partidas, cinco gols e quatro assistências — números que dizem mais sobre envolvimento do que sobre eficiência. Segundo o SofaScore, o centroavante já figura entre os jogadores com mais chances perdidas no Brasileirão, um sintoma claro da necessidade de aprimorar a finalização.
A diretoria respondeu à reivindicação do técnico Domínguez e trouxe Thiago Borbas, do Bragantino, por empréstimo, sem custo direto ao clube. O uruguaio chega com rendimento recente fraco: apenas 12 jogos no Real Oviedo e nenhum gol — seu último tento profissional data de 13 de julho de 2025, ainda no Bragantino. A esperança é que o retorno ao Brasil o deixe mais à vontade para reencontrar a pontaria.
Tecnicamente, os mapas de calor mostram semelhança de movimentação, mas perfis distintos: Cassierra participa mais atrás da linha de ataque, faz o pivô e gera opções de passe; Borbas é mais veloz, busca espaços e tende ao último toque. Na prática, a tendência é que o uruguaio vire a primeira alternativa no banco, com o jovem Cauã Soares (18) como opção mais promissora, mas ainda pouco testada.
A disputa pode ser saudável se traduzida em mais gols; caso contrário, evidencia um problema estrutural: o Atlético tem criação, mas falta contundência na frente. Para Domínguez e para a diretoria, o desafio é transformar movimentação e intensidade em números concretos. Se Cassierra não refinar a finalização e Borbas não reencontrar o faro de gol, a pressão sobre o setor ofensivo — e sobre as escolhas técnicas — tende a crescer.