O Real Madrid e Dani Ceballos chegaram a um acordo para encerrar antecipadamente o contrato do meio-campista, que iria até junho de 2027. A informação, inicialmente publicada pelo Diario AS e confirmada pelo jornalista Fabrizio Romano, indica que o jogador abriu mão do último ano de vínculo para buscar novo clube sem implicar em pagamento de transferência.
A decisão põe fim a um ciclo iniciado em 2017, quando Ceballos foi contratado após se destacar no Betis e nas seleções de base da Espanha. Em oito temporadas, entre passagens diretas e empréstimos, o volante disputou 215 jogos oficiais pelo Real e acumulou títulos relevantes, incluindo Champions League e Campeonatos Espanhóis, apesar de nunca ter conseguido se firmar como titular permanente.
A saída ganhou força com a chegada de José Mourinho ao comando técnico. Segundo o Diario AS, o treinador deixou claro à diretoria que não pretendia contar com o jogador, e a diretoria passou a facilitar a liberação. Na temporada 2025/26, Ceballos teve participação reduzida: apenas 16 jogos e menos de 500 minutos em campo.
O Betis aparece como principal candidato a receber Ceballos, uma vez que acompanha o caso há temporadas e teria vantagem por não precisar pagar taxa de transferência. O Ajax chegou a avançar em tratativas, mas as conversas esfriaram diante da possibilidade de retorno a Sevilha.
A trajetória do espanhol expõe uma contradição comum no futebol moderno: talento e fases de destaque — como em 2022/23 — não foram suficientes para superar a concorrência em um meio-campo repleto de nomes consagrados. Para o jogador, o retorno ao Betis representa a oportunidade de recuperar ritmo e protagonismo; para o Real, a rescisão simplifica a folha e ajuda a ajustar o elenco às prioridades do novo treinador.