A gente não queria começar assim. Aos nove segundos do confronto na Arena MRV, um lançamento de Tiago Volpi terminou num choque de cabeça entre Vitor Hugo e Alix Vinicius que deixou os dois jogadores estendidos no gramado. Enquanto o zagueiro do Galo se recuperou e saiu do campo caminhando, o defensor do Bragantino precisou de atendimento prolongado e foi levado de ambulância.

Alix Vinicius recebeu cerca de cinco minutos de atendimento ainda no gramado antes de ser substituído por Eduardo Santos e encaminhado a um hospital. A comissão técnica do Bragantino informou que o jogador deixou o estádio consciente, mas a gravidade do impacto impediu seu retorno à partida. Vitor Hugo, por sua vez, ficou em campo até os 22 minutos do primeiro tempo e deu lugar a Léo Duarte, que estreou com a camisa alvinegra.

O choque acionou o protocolo de concussão adotado pela CBF em 2024. O mecanismo permite substituições extras quando há sinais neurológicos e exige a sinalização com um cartão vermelho para a arbitragem; por isonomia, o adversário também ganha uma mudança adicional. O regulamento prevê ainda afastamento mínimo de cinco dias para jogadores submetidos ao protocolo de concussão.

Além da preocupação óbvia com a saúde de Alix, o incidente mexeu com a dinâmica do jogo e forçou alterações táticas prematuras para os dois times. A Massa acompanha com apreensão os desdobramentos e a situação clínica do jogador do Bragantino, enquanto aguarda confirmação sobre o diagnóstico e o tempo de recuperação.