Mamady Cissé será desfalque do Atlético-MG no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, sábado às 19h30 na Arena MRV. Suspenso por conta do cartão vermelho direto recebido no confronto com o Ceará — incidente ocorrido há mais de dois meses — o meia fica fora de uma partida em que o treinador terá menos margem para mexer na equipe e testar alternativas no setor central.
A ausência pesa porque Cissé vinha se firmando como opção capaz de dar toque de maturidade ao meio-campo. No duelo contra o Palmeiras, saiu do banco e, em pouco tempo, assumiu protagonismo na organização da equipe, atuação que intensificou a expectativa em torno de seu rendimento. Sem ele, Domínguez perde uma peça com perfil ofensivo e de transição, o que tende a reduzir a flexibilidade tática no jogo de ida.
O técnico, porém, conta com a possível volta de Gustavo Scarpa, recuperado de problema clínico e ainda sem atuar desde 5 de maio; ele pode ser relacionado para ampliar as alternativas. Outra opção é Alan Franco, que se reapresentou mais tarde após compromissos na Copa do Mundo e temas pessoais; a escalação do volante dependerá de como responder aos treinos ao longo da semana. Nem Scarpa nem Franco, portanto, chegam como garantias imediatas.
No papel, o Atlético parte como favorito diante do Juventude, que disputa a segunda divisão, e a Copa do Brasil tem importância clara na ambição do clube de retornar à Libertadores em 2027. Ainda assim, a suspensão de Cissé e as incertezas no meio evidenciam a necessidade de gerenciamento do elenco em mata-mata e lembram o custo concreto de expulsões e desgaste físico em confrontos decisivos.