O Atlético encara um calendário carregado no segundo semestre e a necessidade de manter competitividade nas três frentes obriga Eduardo Domínguez a rodar o elenco. Nesse cenário, jogadores com energia e múltiplas funções ganham valorização — e Cissé desponta como candidato a assumir maior protagonismo na rotação.

Promovido ao profissional no início da temporada, o meio-campista se destacou pela versatilidade: atua como segundo ou primeiro volante, pode aparecer como terceiro homem de meio-campo e até jogar aberto. Sua principal marca é a intensidade: velocidade, pressão pós-perda e capacidade de infiltrar na área como elemento surpresa, além de dar o último passe quando necessário.

No primeiro semestre, Cissé teve oportunidades esporádicas e chegou a não iniciar a reestreia do time após a pausa para a Copa do Mundo — entrou apenas no segundo tempo contra o Bahia e atuou cerca de 25 minutos. Em 2026, o jogador soma 20 partidas e um gol. Fora do clube, viveu momento positivo ao estrear pela seleção da Guiné, quando contribuiu com gol e assistência.

A utilidade de Cissé para o Galo está no equilíbrio entre intensidade defensiva e chegada ao ataque, característica útil em jogos de alta exigência física. Resta agora ao atleta transformar potencial em regularidade: para o clube, a aposta é econômica e esportiva — utilizar uma opção interna pode reduzir custo de contratações e dar mais alternativas táticas, mas só surtirá efeito se as oportunidades se tornarem sequência e não episódios isolados.