Rodrigo Leitão e a comissão do Atlético-MG vêm adotando um uso cauteloso dos produtos da base sob o comando de Eduardo Domínguez. Cinco jovens chegaram a entrar em campo no primeiro semestre, mas apenas um deles se sobressai em número de aparições: o volante Cissé, de 19 anos e natural da Guiné, que entrou em campo 12 vezes. Destemido e com presença nas ações ofensivas e defensivas, Cissé foi titular em duas partidas — na final do Campeonato Mineiro contra o Cruzeiro e diante do Puerto Cabello, pela Sul‑Americana — e, nas demais ocasiões, entrou durante os jogos.

Atrás de Cissé aparecem o lateral esquerdo Kauã Pascini e o atacante Cauã Soares, com sete oportunidades cada. Pascini teve duas vezes a confiança do treinador para iniciar como titular — contra o Flamengo e diante do Cienciano — e cumpriu os 90 minutos em ao menos uma dessas exibições. Cauã, por sua vez, começou somente uma partida (contra o Juventud) e foi substituído ao longo do jogo.

Mais atrás na lista figuram o meia Iseppe e o lateral direito Luís Gustavo, usados apenas uma vez por Domínguez — ambos na mesma partida, diante do Cienciano, já nos minutos finais. Na página oficial do clube, Luís Gustavo é o único desses nomes que ainda não aparece como integrante do elenco principal; os outros foram promovidos, embora possam alternar entre o profissional e o sub‑20. Zagueiro Vitão, o meia Índio e os goleiros Gabriel Delfim Robert e Pedro Cobra, também formados na base e inseridos no elenco profissional, não tiveram minutos no primeiro semestre. Índio segue em recuperação de lesão nos ligamentos — posterior cruzado e colateral medial do joelho direito — desde abril.

A aposta de Domínguez combina dar oportunidades e, ao mesmo tempo, preservar o rendimento imediato da equipe: os jovens recebem minutos, mas poucas vezes iniciam partidas. É uma estratégia que protege o time, mas retarda a avaliação plena do potencial desses atletas e pode frustrar torcedores que aguardam renovação mais acelerada. O desafio para o restante da temporada será equilibrar essa integração gradual com a necessidade de testar a base em jogos com maior responsabilidade.